Liberaram o aborto? Não. Descriminalizaram o aborto até o terceiro mês. Na prática ele não foi liberado, apenas a pessoa que cometer um aborto nessas condições não sofrerá mais condenação no sistema penal. Interessante, eu li diversas opiniões sobre esse assunto e me espantei com as justificativas.
Vejam o parecer do ministro do STF, Luís Roberto Barroso:
“A criminalização é incompatível com os seguintes direitos fundamentais:
os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que não pode ser obrigada
pelo Estado a manter uma gestação indesejada; a autonomia da mulher,
que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais; a
integridade física e psíquica da gestante, que é quem sofre, no seu
corpo e no seu psiquismo, os efeitos da gravidez; e a igualdade da
mulher, já que homens não engravidam".
Esse texto foi comemorado pelo movimento feminista. Não entendi. os "direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que não pode ser obrigada
pelo Estado a manter uma gestação indesejada" são também o de não engravidar mediante uma série de métodos contraceptivos que podem ser usados sem causar o menos dano à sua "integridade física e psíquica" e isso traz mais do que igualdade pois coloca o poder de engravidar ou não nas mãos da mulher, sem depender de nenhum homem. Isso nos leva à "autonomia da mulher,
que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais" : acho que não entendo nada, o direito de fazer escolhas existenciais não deveria parara onde começa o direito à vida? No caso, a vida do embrião? Essa autonomia não "autoriza" a morte de um ser humano, já vivo, mas em desenvolvimento?
O nosso douto ministro ainda completa com essa pérola:
“Anote-se, por derradeiro, que praticamente nenhum país democrático e
desenvolvido do mundo trata a interrupção da gestação durante o primeiro
trimestre como crime”
Legal! Como imenso número de "países democráticos e desenvolvidos do mundo" liberando porte de armas, esse deve ser o nosso próximo passo? Será que podemos copiar também a carga tributária desses países? Ou a celeridade do processo penal?
Com que base científica se decidiu esse marco de três meses? Não sou da área de saúde mas não entendi. De novo. Mas foi no mínimo didático esse vídeo do Pastor Silas Malafaia:
https://www.youtube.com/watch?v=CCk6Wc3AnGA
Por fim, o que diz a Bíblia? Além da óbvia vedação descrita na famosa sentença "não matarás" dos 10 mandamentos, o que pensamos ao ler os versículos abaixo?
Jeremias 1:5 - "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses
da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta."
Gálatas 1:15 - "Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça"
E existem muitos outros. Ainda assim não quero ser leviano ou insensível com casos de gravidez de risco ou indesejada mas o direito à vida deve ou deveria ser primordial. Muita ente está postando no Facebook que já foi um feto de 3 meses e isso me fez pensar: o que seria se utilizassem o direito de fazer escolhas existenciais as mães do apóstolo Paulo, de Beethoven, de Mandela, de Pelé, de Alexander Fleming, de Shaskespeare, de Leonardo da Vinci, de Einstein, a sua mãe, entre outras?
"Ah, mas e as mães dos maiores monstros da história?" Bem, não cabe a nós decidir ou saber quem será benigno ou maligno, mesmo porque todos temos escolhas e o aborto tira o direito de escolha de quem ainda nem nasceu.
Sempre por Simas
Quero trocar idéias sobre segurança do trabalho, sobre relações de trabalho, sobre vida em sociedade, enfim, quero ser um pouco menos sem-noção.
domingo, 4 de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Arrependimento ou formalidade?
Sempre buscamos educar nossos filhos. Sempre tentamos ensinar o melhor em matéria de bom comportamento e educação. Uma das primeiras coisas que aprendemos com nossos pais e repassamos aos nossos filhos é: "peça desculpas, menino(a)!"
Bom conselho. Se pisamos no pé de alguém, pedimos desculpas. Se falamos algo que magoa alguém, pedimos desculpas. Se nos atrasamos, pedimos desculpas. Sempre aprendemos a pedir desculpas.
Nunca aprendemos a nos arrepender. Sim, nos desculpamos, às vezes, por formalidade. O filho grita com a mãe. Logo depois, se desculpa. Se desculpa pra não "ficar chato", ou por ter se arrependido? Estamos em uma época de muita liberação, de quebra de formalidades e ao mesmo tempo ainda somos tão formais. Seguimos um "script" social que nos dá "falas" prontas para qualquer ocasião:
-"Bom dia, tudo bem?"
-"Tudo bem!" (tudo bem, nada! É só formalidade!)
Normalmente pedimos desculpas mas não nos arrependemos. Resultado: não perdemos a próxima oportunidade de fazer a mesma coisa.
Seguimos um ritual social que noz induz a mentir mais de 20 vezes por dia e ainda assim não entendemos como podemos ser tão indiferentes ao sofrimento alheio. Moldamos o nosso caráter de modo a seguir o "senso comum" e não fazer a diferença em nosso meio.
Estamos nos conformando (tomando forma) com esse mundo...
Bom conselho. Se pisamos no pé de alguém, pedimos desculpas. Se falamos algo que magoa alguém, pedimos desculpas. Se nos atrasamos, pedimos desculpas. Sempre aprendemos a pedir desculpas.
Nunca aprendemos a nos arrepender. Sim, nos desculpamos, às vezes, por formalidade. O filho grita com a mãe. Logo depois, se desculpa. Se desculpa pra não "ficar chato", ou por ter se arrependido? Estamos em uma época de muita liberação, de quebra de formalidades e ao mesmo tempo ainda somos tão formais. Seguimos um "script" social que nos dá "falas" prontas para qualquer ocasião:
-"Bom dia, tudo bem?"
-"Tudo bem!" (tudo bem, nada! É só formalidade!)
Normalmente pedimos desculpas mas não nos arrependemos. Resultado: não perdemos a próxima oportunidade de fazer a mesma coisa.
Seguimos um ritual social que noz induz a mentir mais de 20 vezes por dia e ainda assim não entendemos como podemos ser tão indiferentes ao sofrimento alheio. Moldamos o nosso caráter de modo a seguir o "senso comum" e não fazer a diferença em nosso meio.
Estamos nos conformando (tomando forma) com esse mundo...
domingo, 23 de novembro de 2014
Precisamos lançar uma sonda aqui mesmo!
O
ser humano é capaz de contradições notáveis. Nesta quarta-feira (12/11), pela
primeira vez, uma sonda espacial pousou no núcleo de um cometa, a 500 milhões
de km da Terra. A sonda Rosetta, em um projeto ambicioso já está coletando
dados sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Tal pesquisa é considerada um passo
que trará um avanço notável no que sabemos sobre o universo. Se bem que seu
objetivo, saber sobre a origem da vida, eu creio poder conhecer em outra fonte,
escrita há mais de dois mil anos: a Bíblia.
Não
questiono a importância nem a validade deste empreendimento, mas vejo que a
busca por vida no espaço, mais precisamente vida inteligente pode esperar por
uma pesquisa deste tipo aqui mesmo no planeta Terra. Mais precisamente nos
territórios onde o ISIS atua. Os jihadistas deste grupo têm a fama de sanguinários,
impiedosos e cruéis. O mundo está, em grande parte, calado ou omisso diante de
suas atrocidades. Há, sim, um projeto de “conquista” por parte do Islã, ainda silencioso.
Sabemos que essa aparência pacífica deste movimento é conveniente, somente
perdurando enquanto ainda não há força para oprimir e subjugar os discordantes.
Depois de fortes, sua visão é imposta a preço de sangue. Sangue, é claro, dos
outros. Quando muito, de seus jovens terroristas suicidas, enganados quanto a
escravas virgens em uma eternidade que, acreditem, nada terá de prazerosa.
É
hora de cada país livre, e falo especialmente sobre o Brasil, começar a deixar
o “politicamente correto” de lado e começar a esclarecer desde as crianças até
os anciãos sobre o que realmente significa o Islã antes que nossos “incorruptíveis”
políticos estejam, em pouco tempo, aprovando a “Sharia” islâmica em nosso país.
Ainda sobre nossos políticos: o Brasil está atuando diplomaticamente sob o
mantra “o inimigo de meu inimigo é meu amigo” se alinhando com países “bolivarianos”
e muçulmanos, inimigos históricos dos EUA. Estamos errando de amigos. Depois se
ofendem quando nos chamam de anões diplomáticos...
Precisamos
lançar uma sonda em nosso próprio planeta para mapear onde existe não vida biológica,
mas sim vida abundante, aquela prometida por Jesus, tão diferente da prometida
pelos decapitadores, pelos suicidas, pelos anti-semitas, que só podem prometer matar,
roubar e destruir. Antes que sejamos,
como os alemães nas décadas de 30/40, enganados por falsas promessas que tanto
seduzem os jihadistas, encontrados no fértil terreno da miséria e dos líderes
que dela sobrevivem.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Os escritores da liberdade
domingo, 22 de maio de 2011
Kit gay?????

Pense em uma situação: em uma escola, um(a) jovem é cercado por outros 5, que o espancam até que fique desacordado. Só então o deixam para ser encontrado por alguma professora ou outro funcionário(a). Me diga, essa situação é aceitável? Você pensou o mesmo que eu: NÃO!!
Agora me diga, importa se o jovem é heterossexual ou homossexual? As pancadas doem do mesmo jeito. Por que estou falando isso?
Hoje eu vi na Record uma reportagem sobre o "kit gay" do ministério da educação que nos custou(é, você pagou por isso...) por volta de três milhões de reais. Os trechos dos vídeos desse kit não combatem violência mas tentam afirmar que ser homossexual é muito legal. Ninguém perguntou para quem paga o que acha dessa campanha. Muito dinheiro desperdiçado.
Antes que algum movimento me ataque, quero deixar bem claro: sim, eu não acho "o maior barato" o homossexualismo e; não, eu não defendo nenhum tipo de preconceito ou discriminação. Cada um tem o direito de se relacionar como bem entender e eu tenho o direito de discordar disso e não achar bom. Simples assim.
Preconceito não é bom, mas não é bom pra ninguém. Onde estão as campanhas para os gordinhos, magricelas, baixinhos, altões, pretinhos, branquelos, amarelos, deficientes, CDF's, os que tem dificuldade para aprender, os que usam óculos, dentuços, banguelas, entre outros. Ninguém pode ser espancado por ser homossexual, assim como ninguém pode sofrer bullying por ser gordinho, ou ser demitido por ser deficiente, ou não conseguir o emprego por ser negro. Quem, na escola, nunca foi chamado de rolha de poço, baleia, elefante, caniço, salva-vidas de aquário, pintor de rodapé, macaco, branco-azedo, capenga, caolho, quatro-olhos, tá raso/tá fundo, boca de coelho, ou qualquer zombaria maldosa?
Não gostaria de que meus filhos vissem esses vídeos. Essas produções patrocinadas pelo MEC me parecem propaganda pró-homossexualismo. Eu entendo que crianças não devem ver isso. Não é hora. Deveríamos gastar dinheiro com melhorias na educação, que beneficie a todos.
Antes de homofobia, temos que combater a gentefobia.
Peguei leve, achei bem mais claro o que está escrito nesse blog: http://tudonoglobo.blogspot.com/2010/12/abaixo-assinado-contra-o-kit-gay.html
sábado, 21 de maio de 2011
Estou lendo

"O inverno está chegando..."
Comecei por curiosidade e agora não tem como parar. "As crônicas de gelo e fogo" são uma leitura que prende o leitor e tem reviravoltas de tirar o fôlego. O legal é que temos capítulos mostrando a cada vez o ponto de vista dos personagens, bons e maus. Não nos esqueçamos de que é uma obra extensa e com tramas paralelas que se entrelaçam. Mas convém algumas considerações.
O autor George R. R. Martin é ótimo e está sendo apontado como o "novo Tolkien". Essas comparações são ridículas e diminuem a obra do escritor. Não o considero melhor que Tolkien ou Lewis, ele tem estilo próprio e sei que todos os que enveredarem por esse estilo vão ser comparados a àqueles grandes autores. Excelente obra, mas não tão poética quanto as aventuras de Frodo ou de Edmundo. A revista "Veja" tem em seu site uma comparação entre as obras de Martin e Tolkien que parece ter sido feita por uma criança de seis anos, tendenciosa e semianalfabeta. Parece material promocional de "Guerra dos tronos". O livro não precisa disso.
As relações entre as famílias Baratheon, Stark, Lannister, Arryn e Targaryen são bem elaboradas, mas a diferença mais importante e marcante entre essa obra e os livros de Tolkien e Lewis é a temática mais adulta, pesada. Pode-se permitir a uma criança ler "O Hobbit" ou a trilogia do anel, e certamente quaisquer das Crônicas de Nárnia sem medo. O mesmo não se pode dizer desse livro. Os temas como infanticídio, incesto e assassinato, dentro de um contexto de intrigas palacianas são tratados, quero deixar bem claro, TRATADOS E NÃO DEFENDIDOS, nesta trama. Tudo isso é visto como errado, mas é visto como prática usual de pessoas de moral duvidosa na visceral trama. Leitura recomendada.
E você? Já leu?
Nos próximos posts, vou recomendar dois excelentes livros do Laurentino Gomes: 1808 e 1822.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Estamos preparados para emergências?

Recentemente tivemos a oportunidade de ver e nos chocar com o caso do atirador de Realengo que covardemente tirou a vida de 12 crianças. É difícil comentar o caso. Tudo o que já se podia dizer sobre dor, pesar, indignação, surpresa, os melhores escritores já escreveram, os melhores oradores já discursaram, os melhores psicólogos já analisaram.
Mas uma coisa me chamou a atenção: como estamos despreparados para prestar socorro em situações com múltiplas vítimas. Antes que me apedrejem, não estou falando do SAMU, do CBMERJ, dos hospitais, dos profissionais de saúde. Esses fizeram o possível, lutaram, se apresentaram em dia de folga, contiveram as emoções, fizeram o seu melhor. Não, o que me preocupou foi a reação do cidadão comum, do transeunte, do curioso (essa praga). É claro que eu estou levando em conta as emoções, não dá pra exigir que a mãe de um(a) aluno(a) fique calma na porta da escola sabendo que tem um sujeito (estou usando termos leves hoje...) está atirando contra crianças dentro das salas de aula.
Me preocupo acerca da pessoa que fez um filme amador, de grande valor por testemunhar os fatos antes das emissoras de televisão terem acesso à cena do crime, mas que agiu irresponsavelmente pedindo para as crianças mostrarem os ferimentos, levantarem a camisa, sem o intuito de acalmá-las. Essa pessoas chega ao cúmulo de tirar uma criança baleada que estava esperando por socorro em uma sala do térreo, e levá-la para a rua. Em outro vídeo podemos ver pessoas correndo de um lado para o outro, enquanto uma criança agoniza no chão. Ninguém estava preparado para oferecer os mais básicos primeiros socorros possíveis.
Fico imaginando se alguma vida foi poupada nesse massacre por um eficiente atendimento de primeiros socorros. Nem posso especular sobre as crianças que morreram pois o assassino atirou principalmente nas cabeças. Não dá pra dizer o que seria, mas sim preparar, quem sabe, professores ou, mais importante, qualquer cidadão que queira estar pronto para ajudar e não ser mais um curioso, que só serve pra atrapalhar.
Oremos pelas famílias das vítimas.
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